segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Excesso de sexo ou referência inesperada?


A PETA escolheu uma senhora chamada Sasha Grey para o seu novo anúncio.

A campanha chama a atenção para a necessidade de castração ou esterilização dos animais domésticos, com o sugestivo título de "Too much sex can be a bad thing".

Ou seja, temos uma actriz porno, semi-nua, a dizer que muito sexo pode ser mau. Parece-me um exemplo da técnica criativa que Henry Joannis chama "referência inesperada"...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cavalgada das Valquírias?

O “The Sun" considerou o anúncio (da empresa dinamarquesa de supermercados Fleggaard) um dos mais sexy de sempre. Por muito interessante que seja ver dezenas de mulheres bonitas a despirem-se ao som de Wagner, a mim parece-me uma escolha que tem tudo a ver com o jornal: um tablóide, na pior acepção da palavra.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Campanha da década?

Foi considerada, pelo "Meios&Publicidade", uma das campanhas da década.

A verdade é que - apesar do penteado do ex-treinador do Sporting - foi uma das primeiras campanhas realmente interactivas. Colocava-se o nome e número de telefone e recebia-se uma chamada do Paulo Bento.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

És estúpido ou quê?


Woody Allen dizia a Diane Keaton, no filme Manhattan: «Conheces muitos génios. Devias andar com gente estúpida para aprender alguma coisa».
A mais recente campanha da Diesel apela os consumidores para serem “estúpidos”.
Abaixo encontra um excerto do manifesto, que já anda a circular. Mais que uma campanha, parece-me uma lição de vida. Mas se calhar sou estúpido...

Manifesto Diesel

(...)"Os estúpidos são os únicos que carregam o rótulo de interessante.
Estúpida é a procura incessante de uma vida sem remorsos.
Os espertos podem ter cérebro... mas os estúpidos têm a coragem.
Os espertos podem ter os planos... mas os estúpidos têm as histórias.
Os espertos podem ter a autoridade... mas os estúpidos têm uma ressaca gigante para curtir.
Não é esperteza tomar riscos. É estúpido.
Um esperto teve uma boa ideia... e essa ideia era estúpida.
Ser estúpido é ser corajoso. Quando arriscamos algo, é estúpido.
Os estúpidos não têm medo de arriscar. Porquê? Porque são estúpidos.
Nós achamos que provavelmente também és bastante estúpido.
Os espertos criticam, os estúpidos criam. Os estúpidos são os que ignoram a multidão... dos «não posso», «não devo», «não sei» e são os que se saem com qualquer coisa sagrada e completamente genuína. Talvez uma forma genuína de falhar, mas pelo menos é alguma coisa.
Os estúpidos são os únicos com coragem suficiente para fazer o que alguém no seu perfeito juízo nunca o faria.
Porque os estúpidos sabem que há coisas piores do que falhar... como por exemplo nem sequer tentar.
Os estúpidos, são tudo o que temos.
O facto é, se não tivéssemos estes pensamentos estúpidos, não teríamos de todo coisas interessantes para pensar.
Seja estúpido."

Singing in the rain?

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Esta juventude está perdida?

Um texto de Daniel Oliveira, já com algum tempo, mas a não esquecer.

Numa manifestação de estudantes, um jovem de 13 anos, inspirando-se no ‘Gato Fedorento’, empunhava um cartaz: “queremos tipo coisas fixes”. A auto-ironia, sinal de inteligência apurada, é uma excelente resposta a um país deprimido com os seus jovens, submerso em reportagens e textos de auto-ajuda, colunistas do Apocalipse e telepsicanilistas. Os jovens hoje são ignorantes, escrevem com abreviaturas e não se movem, como no passado, por grandes causas. É o que se diz no intervalo de cada novela. E, no entanto, se olharmos com atenção, querem o mesmo que queriam os seus pais: coisas fixes.

Toda a gente vive angustiada com esta juventude sem rumo. Os pais não têm tempo para os filhos. Como se antes passassem horas de brincadeira, aventura e descoberta com eles. Os filhos levam uns sopapos na escola, a que se deu o pomposo nome de “bullying”. Como se antes reinasse a paz e a harmonia entre os colegas. Os adolescentes apanham grandes bebedeiras de noite. Como se antes bebessem Caprissumo. E os jovens querem “tipo coisas fixes”, como se antes quisessem disciplina ou procurassem as causas das suas vidas. A escola portuguesa é medíocre. Como se antes fosse um espaço de excelência onde pululavam mestres inesquecíveis.

Para percebermos os adolescentes, não precisamos de muito. Basta recordar a nossa adolescência e acrescentar-lhe quatro coisas: computador em casa, escolas com gente de todas as classes, a certeza de que no futuro nada está seguro e pais angustiados com medo de falhar. É tudo tão simples como sempre foi, tão doloroso como a adolescência sempre foi: querem coisas fixes e as coisas fixes não acontecem

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A herança de Salazar?

O carácter mole da ditadura portuguesa anestesiou-nos. Nunca cultivámos o hábito arriscado de pensar. Temos medo do erro, da diferença, da vertigem, da troça.(...) Aqui neste Portugalinho, se alguém tiver uma ideia, é melhor fazer com ela um poema. Ninguém percebe e toda a gente gosta muito."
Inês Pedrosa