quarta-feira, 8 de julho de 2009

O que é um herói?

Um documentário canadiano, de 1966, sobre a pesca portuguesa do bacalhau. Verdadeiros heróis do mar.

Nota: Filme do site da família Patrício. Aqui: http://www.patricioclan.org/

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ficas?

Conta-se que um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
- Onde estão os seus móveis?, perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também:
- E onde estão os seus?
- Os meus?!
- surpreendeu-se o turista - Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também - concluiu o sábio.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

De quem são os cornos?

Em todo o caricato episódio do ex-ministro Manuel Pinho, acho que há alguns factos que merecem claro destaque.

Em primeiro lugar, cornos e ciúmes parecem mesmo ser palavras próximas, pois PCP e Bloco de Esquerda envolveram-se numa disputa sobre quem era o responsável pela queda do ministro. Esclarecedoras as declarações de uma assessora do PCP, nos corredores do parlamento: «Os cornos eram para nós». Que sejam!

Alberto João Jardim achou que parecia uma coisa de meninos. Reparem bem, Alberto João Jardim – que é aquele senhor que passa metade do ano a dizer os mais variados disparates sobre tudo e todos, alguns deles desrespeitando por completo instituições nacionais – acha-se no direito de comentar o assunto…

Bernardino Soares mostrou-se chocadíssimo com o gesto do ex-ministro. O problema é que eu tenho memória e lembro-me deste senhor dar como exemplos a seguir Cuba e Coreia do Norte. Ou seja, países onde as pessoas são torturadas até à morte não o chocam, mas um gesto obsceno é inaceitável.

Já agora, eu, que sou bruto, acho que um homem que faz o que o ex-ministro fez revela que tem a capacidade de se emocionar e isso faz dele mais humano. Mesmo que esteja (e estava, obviamente) errado! Ou não é por isso que dizemos que “errar é humano”?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Somos uns “brinca na areia”?

Mais uma curiosidade acerca do engenho dos portugueses.
Estão a ver aquele jogo de ricochete que se costuma fazer com as pedras na água e que as crianças adoram? Aquele de ver quem consegue que a pedra salte mais vezes sobre as ondas do mar? Pois a verdade é que foram os portugueses que aplicaram aquela técnica à artilharia naval, desenvolvendo um tiro especialmente eficaz. E depois ainda dizem que somos uns “brinca na areia”… Até podemos ser, mas somos eficazes e inventivos!

Vejam um excerto do vídeo da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses sobre este assunto (são apenas 40 segundos).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O povo é ingrato?

"(…) Portugal mudou de ícone popular. Mantendo o senhor Tony Carreira como ídolo entre os artistas da canção - pois ele é um homem que, por cantar sempre o mesmo, entra muito no ouvido das pessoas e no goto das empregadas de comércio -, virou-se para aquele bisneto do senhor Vasco Santana que andou aí por cartazes com um fato às riscas e com uma promessa de assinar por baixo. Chama-se Dr. Paulo Rangel e é a nova vedeta da política. Caiu em Graça, ganhou as eleições e pôs lágrimas nos olhos daquela santinha que é a Drª Manuela, a cuja não chorava assim desde que lhe nasceu o último neto (ou talvez desde que a dívida pública chegou a quase 100 por cento do PIB). (…)

Mas por que motivo se tornou popular o Dr. Rangel? Por uma razão assaz simples e que vários manuais de ciência política já estudaram: porque o popular anterior, o Engº Sócrates, se tornou impopular. E o povo português, que nisto é muito português, depois de ter idolatrado o Engenheiro, volta-lhe costas e diz: «O Engº o caraças! O Engenheiro não faz nada por nós! Aquele, o outro, como é que se chama, o da Manuela, é que é um gajo às direitas, que disse que não queria mais socialismo». (…)

Entretanto, estará o Dr. Rangel a encher-se de si. Dêem-lhe mais uns tempos (o número de anos depende da qualidade do material) e estará insuportável. Estará cheio de si, à espera do seu desígnio, quando vem o povo e escolhe outro qualquer para ser o mais popular. Dir-se-á: povo ingrato, que não agradeces a quem tanto trabalha por ti.

Ah, mas ainda bem que o povo é ingrato, porque é nessa ingratidão total que reside o segredo da democracia. É nessa abrupta passagem de bestial a besta que reside a lição de humildade de que a História só exime uns poucos. E esses poucos eximidos de tão terrível guilhotina, tiveram dentro de si o segredo da sua longevidade: Foram grandes porque nunca se levaram a sério! Nunca pensaram ter qualquer desígnio!

É esta a lei secreta. Pode ser que ainda haja por aí quem a aprenda."

Comendador Marques de Correia in "Expresso"

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um Magalhães para Obama?

Don Tapscott, especialista canadiano em tecnologia, aponta Portugal como um exemplo a seguir na educação, elogiando o investimento em computadores individuais nas salas de aulas.

Num artigo publicado no blogue Huffington Post – onde já escreveu Barack Obama –, Tapscott dirige-se directamente ao presidente dos Estados Unidos da América com um conselho que ficará para a história: «Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!».

Tapscott vai mais longe e diz que «o modesto país para lá do Atlântico», que em 2005 via a sua economia abater-se, está a tornar-se «líder mundial a repensar a educação para o século XXI».

A presença de computadores nas escolas é só uma parte dessa «campanha de reinvenção», frisa Tapscott, que, aludindo à sua experiência numa sala de aulas numa estadia em Portugal, conta como os alunos recorreram à Internet para resolver uma questão colocada pelo professor: para saber o que era um equinócio, grupos de alunos pesquisaram a informação e quem a descobriu primeiro explicou-a aos colegas.

«Estavam a colaborar, estavam a trabalhar ao seu próprio ritmo e mal reparavam na tecnologia, no propalado computador portátil. Era como ar para eles, mas mudou a relação que tinham com o professor. Em vez de se agitarem nas cadeiras enquanto o professor dá a lição e escreve apontamentos no quadro, eram eles os exploradores, os descobridores e o professor o seu guia», descreve Don Tapscott.

Este modelo, acrescenta, permite ao professor a descer do palco e a começar a ouvir e conversar em vez de fazer sermões, encorajando o pensamento crítico e a colaboração.

Pergunto eu: vai uma manifestação?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Só mudam as moscas?

"As semelhanças entre Sócrates e Obama são cada vez maiores: Obama matou uma mosca durante uma entrevista; Sócrates deu uma entrevista em que parecia uma mosca morta."
Ricardo Araújo Pereira in Visão

PS - Para quem ainda não tenha visto, o vídeo está aqui mesmo (a prestação do Obama, entenda-se):