segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Por que estamos em crise?

Actualmente, a banca consegue crédito do Banco Central Europeu à taxa de 1%, investindo depois esse dinheiro em dívida pública, que está nos valores de que tanto se fala.
Conclusão: este ano, só com este negócio, e de acordo com informações divulgadas pelo "CM", a banca portuguesa já ganhou mais de 150 milhões de euros.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/divida-da-milhoes-de-lucro-a-banca

domingo, 28 de novembro de 2010

Ricos ou endinheirados?

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.
Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

Mia Couto in "Savana"

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Conectados ou desconectados?

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Nota: A DTAC é uma das maiores empresas de telecomunicações da Tailândia.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Afinal quem manda aqui?

Goste-se ou não, Miguel Sousa Tavares assina no "Expresso" uma crónica bem esclarecedora dos males que nos têm atormentado nos últimos tempos.

Tal como todas as pessoas que têm o estranho hábito de fazer perguntas, Miguel Sousa Tavares olhou para países como a Irlanda, Grécia e Portugal e viu um quotidiano não muito diferente do que era há alguns anos atrás (as crianças vão à escola, os pais vão trabalhar, as lojas estão abertas, etc.). No entanto, as instituições financeiras, do alto da sua sabedoria, dizem-nos que a normalidade é apenas aparente: estamos todos à beira do precipício.

Curioso se pensarmos que na origem do precipício estão investimentos - no mínimo arriscados - dessas mesmas instituições financeiras. Que, diga-se, têm todo o direito de os fazer. Tal como nós. A diferença é que, quando nós quando investimos mal o nosso dinheiro, temos que sofrer as consequências. Já os bancos, quando fazem disparates e perdem o dinheiro que investiram, não ficam sem ele. Ao que parece, arranjam umas quantas crises financeiras, os juros sobem e todo o seu dinheiro volta a ser reposto.

E para não se dar o caso de começarmos a pensar coisas estranhas, o senhor governador do Banco de Portugal e o senhor Presidente da República já vieram dizer que hostilizar as instituições financeiras que determinam a "saúde" de cada um dos mercados não é o caminho!

Enfim, como lembra Miguel Sousa Tavares, os senhores do mundo não são Obama, Hu Jintao, Merkel ou Sarkozy. «Os senhores do mundo são uns cavalheiros que se reúnem uma vez por ano em Davos e aí, entre si, estabelecem as regras do jogo».

Até ao dia em que alguém virar o tabuleiro e disser "game over".

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Quanto vale um sorriso?

A Brastemp, marca de electrodomésticos brasileira, realizou, com a colaboração de 11 estações de rádio de São Paulo, uma acção inspiradora.
O resultado está no vídeo que se segue.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

De volta à origem?

A empresa John Doe criou o que denomina de "o telemóvel mais simples do mundo": o "John’s Phone". Tem teclas grandes, uma bateria com autonomia para três semanas e os grandes extras são uma agenda telefónica em papel e uma caneta.

Ou seja, o "John’s Phone" é um telemóvel que serve para... como dizer... telefonar.

Vejam aqui:

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que fazer em momentos de crise?

Um dia, durante uma expedição em África, um dos cães começa a correr atrás de uma borboleta e, quando dá conta, já está muito longe do grupo do safari.
Nisso vê que, já muito perto, vem um leopardo na sua direcção. Ao perceber que iria ser devorado, começa a morder uns ossos de um animal morto que estavam perto e, quando o leopardo está pronto a atacá-lo, diz:
- Que delícia estava este leopardo!
O leopardo pára bruscamente e foge apavorado, pensando: "Que cão valente! Por pouco não me comia também!"
Um macaco que estava numa árvore perto - e que havia visto a cena – vai ter com o leopardo para lhe contar tudo.
Só que o cão percebe a manobra do macaco.
Entretanto o macaco alcança o leopardo e conta-lhe o que se tinha passado. Furioso, o leopardo diz:
- Cão maldito! Agora vamos ver quem come a quem!
Quando cão os vê, percebe que leopardo vem atrás dele de novo e, desta vez, traz o macaco às costas.
"Macaco desgraçado! O que faço agora?"- pensa.
Então, em vez de fugir, o cão vira-se de costas e, quando o leopardo está a pronto para atacá-lo, diz:
- Maldito macaco preguiçoso! Já passou meia hora desde que o mandei trazer-me outro leopardo e ele ainda não voltou!

"Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento."
Albert Einstein

sábado, 6 de novembro de 2010

Sinais dos tempos?

O presidente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, declarou esta semana que «o modelo de crescimento que co-existiu com a globalização é insustentável. O crescimento foi demasiado puxado pela dívida em alguns países e a ilusão de estabilidade ficou para sempre morta com a actual crise financeira».

Creio que ver o presidente do Fundo Monetário Internacional (atente-se bem no nome e função da instituição) dizer que «o velho modelo está morto» e que «crescimento económico não é suficiente, precisamos de crescimento com criação de emprego» é, sem dúvida, um dos sinais mais claros de que atravessamos uma época de grandes mudanças e até - espero - que podemos estar a aprender algo com esta crise.

O problema é quando olhamos para o lado e vemos os grandes beneficiados do «velho modelo» a continuar a acumular lucros astronómicos e, mesmo assim, a receber ajudas governamentais.