quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Grande pastel?

Ainda bem que fomos buscar este senhor ao estrangeiro! Se não fosse ele, nunca iríamos descobrir que o nosso futuro está no pastel de nata. Ufa, estamos safos da crise.

Ministro da Economia sugere franchising do pastel de nata
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http://aeiou.expresso.pt/ministro-da-economia-sugere-ifranchisingi-do-pastel-de-nata-video=f699173#ixzz1jHhcvrZ9

Para lá de muitas outras coisas, o ministro Álvaro Santos Pereira serve para mostrar como o ser humano reage muitas vezes a uma parvoíce com outra exactamente igual.
Todos sabemos que os portugueses têm tendência para sobrevalorizar os títulos; é o senhor doutor, o senhor eng.º, etc. De tanto se abusar da importância do título, criou-se um grupo que passou a achar que é in é não usar título nenhum. Quanto mais informal, melhor. Ou seja, passa-se de um absurdo em que bastava ter o título antes do nome para ser muito importante e inteligente, para o absurdo de que se fizer questão de não ter o título antes do nome é que se é importante e inteligente. O que o ministro que insiste que o tratem por Álvaro prova é aquilo que o senso comum já sabia: não é o título que faz a diferença; é a pessoa. Para o bem e para o mal.

2 comentários:

Unknown disse...

Olá, professor! Por acaso eu considero importante o nome vir antes de qualquer título. Estou cansada de ver situações em que há muita formalidade e pouca educação. Na Assembleia da República assisti-se ao que que quero referir: perde-se quase meia hora para dizer "o senhor doutor deputado..." e em segundos falam por cima, mexem no telemóvel e riem na cara do "senhor doutor deputado", sem haver respeito algum. Mas como você referiu, "a pessoa vem em 1º lugar". Júlia

João Soares Barros disse...

Essa parte final é que faz mesmo a diferença, Júlia. Porque senão estamos a correr o risco de contrapor o "não porque não" ao "sim porque sim".